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Vient de paraître (en version électronique) Escravidão e maternidade no mundo atlântico : corpo, saúde, trabalho, família e liberdade nos séculos XVIII e XIX sous la direction de Karoline Carula et Marília B. A. Ariza à l’Editora da Universidade Federal Fluminense

Le 4 juillet 2022 à 17h00

Vient de paraître (en version électronique) Escravidão e maternidade no mundo atlântico : corpo, saúde, trabalho, família e liberdade nos séculos XVIII e XIX sous la direction de Karoline Carula et Marília B. A. Ariza à l’Editora da Universidade Federal Fluminense, 2022, 356 p. ISBN : 978-65-5831-086-0
En téléchargement gratuit : http://www.eduff.uff.br/index.php/catalogo/livros/1023-escravidao-e-maternidade-no-mundo-atlantico


"Combinadas no espaço de cada corpo feminino escravizado e sua trajetória, projetando-se como realidade ampla e partilhada por mulheres cativas e libertas em diferentes tempos e lugares, formas diversas de expropriação, violação e agência espelharam um universo multíplice de imbricações entre escravidão, maternidade, marcadores sociais e raciais, relações e representações de gênero.
O livro mergulha neste quadro complexo por meio de onze estudos com especificidades e circularidades dos desafios da maternidade escrava e sua relação com corpo, saúde, trabalho, família e emancipação entre Brasil, Cuba, Caribe inglês e francês e Argentina.
Organizado por Karoline Carula e Marília Ariza e dividido em três partes, o livro começa com "Maternidade, corpo e saúde", na qual a atenção se volta às dimensões mais encarnadas e imediatas da maternidade sob a escravidão, considerando suas implicações à saúde de mulheres e crianças e às intervenções sobre o corpo feminino escravizado.
A segunda parte, "Maternidade e trabalho", tem como eixo analítico o entrelaçamento dos mundos do trabalho e a maternidade de mulheres escravas, libertas e livres.
Finalizando, "Maternidade, família e liberdade" volta-se às intersecções entre maternidade, políticas natalistas, políticas de administração da escravidão e disputas em torno da emancipação em diferentes sociedades atlânticas."



Karoline Carula (https://twitter.com/CarulaKaroline/). Professora do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, possui pós-doutorado pela UFF e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é pesquisadora Jovem Cientista do Nosso Estado da Faperj e bolsista produtividade do CNPq. Suas pesquisas giram em torno dos temas : escravidão, gênero, raça, ciência, intelectuais e imprensa. Publicou artigos e capítulos, é autora dos livros Darwinismo, raça e gênero : projetos modernizadores da nação em conferências e cursos públicos (Rio de Janeiro, 1870-1889) (Editora da Unicamp, 2016) e A tribuna da ciência : as Conferências Populares da Glória e as discussões do darwinismo na imprensa carioca (1873-1880) (Annablume, 2009) ; coorganizadora de Raça, gênero e classe : trabalhadores(as) livres e escravizados(as) no Brasil (Mauad X, 2020), Tensões políticas, cidadania e trabalho no longo Oitocentos (Alameda, 2020) e Os intelectuais e a nação : educação, saúde e a construção de um Brasil moderno (Contra Capa, 2013).
Marília B. A. Ariza. Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado em Antropologia Social pela mesma instituição. É autora dos livros O ofício da liberdade : trabalhadores libertadores em São Paulo e Campinas, 1830-1888 (Alameda, 2014) e Mães infames, filhos venturosos : trabalho e pobreza, escravidão e emancipação no cotidiano de São Paulo, século XIX (Alameda, 2020) - este recebeu, em 2021, menção honrosa do Prêmio Sérgio Buarque de Holanda de Melhor Livro em Ciências Sociais, atribuído pela Latin American Studies Association (LASA), e o segundo lugar do Prêmio Literário da Biblioteca Nacional, na categoria Ensaio Social. É também autora de diversos capítulos e artigos que abordam as intersecções entre trabalho, representações sociais, emancipação, gênero, maternidade e infância no Brasil Império. Atualmente, atua como docente de graduação e pós-graduação do Departamento de História da USP.